
Foto real da turma e da professora.Título no Brasil: Escritores da Liberdade
Título Original: Freedom Writers
País de Origem: Alemanha / EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Baseado em fatos reais. Parece até mesmo brincadeira, mas depois de tanto tempo sem postar por aqui, venho novamente falar de um ótimo filme em que Hilary Swank protagonizou.
Escritores da Liberdade, o título do filme que mais me chamou atenção em tempos. Talvez por agora estar dentro da universidade aconteça algum tipo de afinidade eletiva com tudo que lembre a academia.
Inicio dos anos 2000, se eu não me engano 2003, a professora Erin Gruwell, que tinha como objetivo ficar pouco tempo lecionando na escola, que infelizmente não consegui achar o nome. Mas no filme fica claro em que tipo de ambiente a escola estava inserida. Anos de processo legislativo no EUA, através de cotas étnicas, se viu na forma de melhor integração criar certas escolas, ou inserir nas escolas toda diversidade étnica dentro de um só lugar. Positivamente pensando foi uma forma de integração da minoria que nos EUA são a maioria, tais como negros, latinos, asiáticos. Negativamente, essa integração acarretou e ainda acarreta nos infinitos conflitos de agrupamentos, denominados gangues, e até mesmo indivíduos, impregnados por uma cultura racial, e poderia dizer até mesmo racialista.
A professora Erin Gruwell encontra exatamente esse contexto, tem como responsabilidade fazer com que esses alunos ficassem dentro da sala, mas que aprendesse de verdade o conteúdo. Logo no início a professora tenta da melhor maneira dar um tipo de lição a todos eles, ligando o marco histórico da II Guerra Mundial com um pequeno acontecimento ocorrido na sala, onde fizeram um desenho acentuando o traço do nariz de um menino negro. Alguns levantam a mão após ela contar a história real, e perguntam se isso era verdade. A meu ver o saque que ela teve naquele momento foi de que eles precisavam de uma atenção a mais, pois mesmo estando inseridos dentro daquele contexto, não tinha o olhar observador de uma educadora. Vê como solução um método que fizessem eles praticarem a sua escrita e também agir de maneira reflexiva – a idéia de um diário, em que eles contassem sobre o seu cotidiano, do passado, o presente e até o que sonhavam. Mal sabia ela que isso faria tanto sucesso.
A professora enfrenta uma série de casos burocráticos dentro da escola. Professores conservadores, e tento aqui dizer com certo esforço para poder compreender os seus comportamentos, que estavam de certa forma sem esperanças de que os contextos atuais das escolas mudassem para melhor. Já que com a integração étnica dentro das escolas tinham feito os conflitos aumentarem significadamente, fazendo com que os professores perdessem autonomia nas salas e até mesmo de suas vidas pessoais.
Sem dúvida nenhuma uma das partes que mais me emocionou foi a participação de uma personagem real que conviveu com Anne Frank, a pequena menina holandesa judia que espalhou os seus anseios em folhas de papel, sendo mandada depois para o campo de concentração. (Sobre esse filme falarei em breve).
Infelizmente tive acesso a poucas informações que valessem mesmo a pena colocar por aqui. Mas me lembro que no final do filme, mostra uma foto (que achei e postei ai em cima), e diz que todos os diários foram publicados em um só livro (The Freedom Writers Diaries). Espero em breve aprender a dominar o inglês para poder ter contato com essa literatura.
Indico o filme para ser visto em família, principalmente aquelas em que os filhos estão dando trabalho para estudar. Ele mostra de uma forma objetiva o valor da expressão e da reflexão como processo de emancipação humana. Também indico para os universitários que estão acomodados a vida academicista, esquecendo do ensino fundamental como se não fizesse a mínima importância. E principalmente indico para aqueles que vem levando uma vida contida em individualismo, colocar na balança a importância do bem da coletividade pode te fazer um bem individual futuramente, mesmo que no momento da escolha tenha que abrir mão de algo, ou alguém que ame muito.
Não entrei em alguns detalhes porque os considero cruciais para o embate pessoal de cada um quando for ver o filme.
Em uma palavra definiria o filme como motivador.
Elenco: Hilary Swank Erin Gruwell Imelda Staunton Margaret Campbell Patrick Dempsey Scott Casey Scott Glenn Steve April L. Hernandez Eva Jacklyn Ngan Sindy Kristin Herrera Gloria Mario Barrett Andre Bryant Sergio Montalvo Alejandro Jason Finn Marcus Deance Wyatt Jamal Vanetta Smith Brandy Gabriel Chavarria Tito Hunter Parrish Ben Antonio García Miguel Giovonnie Samuels Victória
Um salve para o canal Fox Filmes, que foi onde vi o filme.
_Número 2.